Diário de Escrita Almakia 3 – #19

Viva,
depois de uma batalha épica contra um mega-vírus xD

Na tentativa de ajudar uma amiga com o computador dela, o meu acabou sendo infectado com um daqueles vírus monstros que se disfarçam de outros arquivos do sistema e se multiplicam. Foi difícil, perdi um HD, mas consegui salvar todos os arquivos dos livros xD Nessa brincadeira perdi quase um mês, já que tentei todos os meios para resolver o problema por conta (siiiiim, além do diploma de professora, tenho um outro de técnica de manutenção, muito mais útil nesses momentos xD)

Esse enfim resolver foi na quarta da semana passada, e já na quinta de madrugada viajei para Santa Maria – RS, para participar de um evento da Feira do Livro da cidade, a décima edição do Encontro dos Escritores do Mercosul. Fui como vice-presidente da ALEFI (Academia de Letras de Foz do Iguaçu) e foi muito bom se reunir com pessoas de um mundo da literatura do qual eu não pertenço. Explicando: sou péssima em poesia. Mesmo que seja uma riminha só (vide Princess Vc Witch, quando o livro sair xD). Mas, isso não significa que não sei apreciar e valorizar o trabalho de quem faz isso. E lá no evento havia pessoas com um level master em poesia, aqueles que criam poemas de momento e ainda declamam com emoção. É muito bom ver isso acontecendo ao vivo xD

10983579_1618299298383830_8253816965274403844_n(Lhaisa na foto = a criança que não está vestida de prenda xD)

O tema do evento foi o Chimarrão, e mesmo os organizadores se surpreenderam em como o assunto rendeu e, o melhor, foi fator decisivo para deixar as pessoas dispostas a compartilhar. Da minha parte, que sou filha de gaúcho e catarinense e cresci com o chimarrão como coisa habitual (mesmo que eu não tome | água quente, não tem jeito xD), aprendi muitas coisas sobre história, mitologia indígena, comportamento humano e significados. Para variar, tive muuuuuitas ideias com tudo isso.

Também, conheci um novo cenário do RS, bem do coração dele. Como eu já falei no post sobre a viagem de final de ano, eram cenários que eu precisava conhecer para compor Almakia xD A cidade de Santa Maria tem aquela atmosfera de passado, e em cinco minutos em um táxi aprendemos mais sobre ela do que qualquer outro momento da viagem xD Também consegui várias referências de estruturas para o Instituto Dul’Maojin e a capital de fogo xD

20150507_203312

20150508_210306

20150507_213729

20150510_003128

Sim, vi a boate Kiss. O jantar de encerramento do evento foi em uma associação na mesma rua, e era o nosso caminho de volta para o hotel (de madrugada). Quase não vemos mais notícias sobre como as pessoas da cidade estão lidando com a tragédia (só ficamos sabendo sobre o processo contra os acusados nos jornais), mas ainda é uma ferida bem aberta por lá. Como o motorista do táxi nos contou, a cidade era uma coisa antes e é outra agora. Postando fotos aqui para mostrar o grafite que fizeram em homenagem às vítimas na frente do lugar (não soube quem foi que fez, mas mesmo assim acho que merece ser divulgado).

20150510_002717 20150510_002641

De conhecimento adquirido e que quero passar para vocês é o significado de duas palavras. Para quem é do sul elas são bem comuns de se ouvir, mas em muitos outros estados soam diferentes: piá e tchê.

Eu, catarinense, cresci chamando meninos de piá, todos os meus primos são piás. Mas ao vir para o Paraná percebi que essa designação é muitas vezes usada para falar de meninos com tom de ofensa e, consequentemente, muitos não gostam de ser chamados assim. Mas, piá é uma palavra indígena que quer dizer pedaço do coração. Bonito, não? xD É assim que pais, irmãos, familiares chamam os meninos há muitos anos no sul do país, sempre com esse tom de ser algo próximo, como eu já tinha por subentendido desde pequena. Então, meninos, não se ofendam quando foram chamados assim, e se alguém falar com o sentido de ofensa, explique que na verdade é um elogio xD

O tchê acho que não tem o mesmo caso do piá, não soando como ofensa. Porém, é uma palavra que parece fazer parte exclusivamente para designar a forma gaúcha xD Não é bem assim. Como me explicou Juarez Miranda, um estudioso do tradicionalismo gaúcho e poeta nativista, tchê é uma palavra que veio da época das missões. Os jesuítas chamavam os nativos do novo mundo de criaturas celestiais, em latin caelestis (se pronuncia che no começo). Os índios, por sua vez, tinham a mania de encurtar as palavras (olha da onde veio essa mania brasileira xD), então o caelestis foi reduzido ao som de che, ou, como conhecemos grafado agora, tchê (igual o ciao em italiano, que é o nosso tchau).

Valeu ler um post mais longo para ter um pouco desse conhecimento? Conte para outras pessoas, compartilhem a informação xD

Extra da viagem:

20150507_152936

Melhor capuccino da vida!

Agora, sobre Almakia 3: voltando com a vontade renovada de terminar de uma vez os últimos capítulos!
Na verdade, até ontem eu tinha escrito alguma coisa, mas faltava uma parte de algo que eu não sabia bem o que era. Graças a um pedido da MariaFer pelo face, pedindo para que eu não matasse mais nenhum personagem, lembrei desse algo importante e que não estava marcado nos meus esquemas de caps xD Agora, com o tempo de chuva e o frio aqui de Foz, vou aproveitar o meu tempo livre da tarde para fazer um café e escrever xD Amanhã dia todo livre, então tentar terminar de uma vez e começar Almakia 4, Princess vs Fairy, Minta Comigo, Últimas Vezes, Prince vs Kingdom e tantos outros que estão na fila de escrita xD

Até a próxima! o/
E, como sabem, podem sugerir assuntos com perguntas e dúvidas pelo contato do blog xD

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s