Nova resenha de ‘A vilashi e os Dragões’

Confesso que comecei a escrever essa resenha inúmeras vezes antes de enfim acertar. Na verdade, não estou sequer certo se essa será a publicada, mas continuarei tentando. O maior problema que encontrei foi definir sobre o que escrever e como escrever. Não porque tem pouco, mas porque tem muito. No entanto, enquanto estava relendo Almakia, dei-me conta exatamente de como começar e peço perdão caso não consiga manter o foco ou até mesmo ser objetivo. Afinal, esse livro me prende de tal forma que é difícil organizar os pensamentos ao falar dele. E confesso que disse bem menos do que gostaria de ter dito. Bem, vamos lá:

Almakia é o tipo de livro que te faz odiar ter que dormir, comer, trabalhar, estudar e qualquer outra coisa diferente de viver de luz e de leitura. Prende e faz com que você queira acompanhar a história de Garo-Lin, uma Vilashi que indiscutivelmente não pertence ao domínio de Almakia, mas de todo jeito é engolida em uma trama onde ela nunca está no controle. Desde o principio percebemos isso, pois vemos que a protagonista está presa em um dilema entre continuar no instituto de maneira discreta e voltar para seu vilarejo e enfrentar aqueles que são chamados de Dragões de Almakia e libertar todo seu senso de justiça, enfrentando assim consequencias inimagináveis.

Lentamente nos deixamos levar por essa personagem com gênio forte, mas que tem que reprimir suas próprias vontades para não atrair problemas. E isso estava funcionando. Poucos anos restavam para que ela enfim se livrasse daquele mundo, mas algo aconteceu. Uma estrangeira chegou no Instituto e tornou-se sua única amiga lá dentro. Mesmo com poder e fortuna, essa estrangeira – chamada Kidari – era vista no mesmo nível que a garota Vilashi. Pouca importância era dada e sua existência era meramente uma visão incômoda para os outros.

E foi então que aconteceu.

Um episódio marcante na vida de Garo-Lin envolvendo três dos cinco Dragões, um felino muito estranho, uma estrangeira e um grito muito alto. Algo que trouxe a tona toda a força da personagem que, logo nos primeiros capítulos, aprendemos a admirar e a amar. Depois disso, ela torna-se visível aos dragões. Como um alvo, além de uma simples Vilashi. E, a partir desse ponto, não irei mais comentar sobre a história, pois a simples ideia de estragar a leitura de alguém com spoilers me deixa completamente aterrorizado, mesmo achando que, ao ler Almakia, o leitor estará tão envolvido na história que ele só vai se lembrar de algum spoiler quando o mesmo realmente acontecer.

O que posso dizer, contudo, é que Lhaisa nos leva à um mundo inteiramente novo através dos olhos dessa protagonista forte e independente. Nos faz perceber pontos de vistas e questões que muitas vezes nos pegam de surpresa. A cada capítulo nosso desejo por sua escrita se torna cada vez mais voraz, e lentamente qualquer outra coisa senão terminar aquela história seja algo doloroso. Confesso que me dói o coração ter que interromper a leitura para fazer outra coisa, e isso é algo muito impressionante.

Em Almakia, percebemos o quanto alguém que não inspirava expectativa alguma pode realmente crescer e se tornar uma pessoa inteiramente poderosa, e não no sentido de conseguir manejar seu Almaki de Fogo como nenhuma outra pessoa, mas sim em suas questões morais e sua própria justiça. No inicio, vemos uma personagem presa em suas próprias crenças. No final, já estamos acompanhando a força de uma protagonista que consegue lutar por tudo que acredita.

Consigo rir com o mal-amado do Krission (Dragão do Fogo) e me sentir completamente triste com acontecimentos trágicos onde Garo-Lin torna-se impotente ao deparar-se com algo que não pode controlar. Me perco no tempo enquanto estou lendo esse livro, e o leio de maneira feroz, sem me conter, enquanto espero que nunca chegue ao seu final. Almakia é mais do que a história de uma menina chamada Garo-Lin. É a história de um mundo onde uma pequena menina de quem nada se esperava torna-se aquela que pode ditar os rumos desse domínio. Esse livro me fez crescer, me fez evoluir como pessoa.

Obrigado, L, por esse livro maravilhoso.

E que venha os próximos!

Por Thiago Suniga no Skoob

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2 pensamentos sobre “Nova resenha de ‘A vilashi e os Dragões’

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