Mais uma resenha de ‘A vilashi e os Dragões’

Uma jornada inacreditável!

O novo milênio trouxe uma boa safra de romancistas para a ficção brasileira. Nomes como Caldela, Dracon e Spohr despontaram nos seus respectivos nichos (fantasia épica, juvenil e sobrenatural) e levaram uma nova leva de autores nacionais para a lista dos mais vendidos, desbancando a concorrência estrangeira com uma literatura de qualidade inquestionável. Mas ainda faltava alguém para escrever um livro universal, com toda a carga de ação, romance, aventura, dramaticidade e alívio cômico necessários para gerar entretenimento para todos os gostos. Alguém com uma prosa leve o suficiente para ser compreendida por todas as faixas etárias e elaborada o suficiente para contar uma história estimulante e divertida. Capaz de escrever o desafiante brasileiro para as mais adoradas séries internacionais, o nosso próprio Harry Potter. Um desafio muito grande? Pois veio a nova década e botou a Lhaisa Andria no páreo.

Almakia é daqueles livros que te pregam um sorriso no rosto. Não importa a quantidade de adversidades enfrentadas por Garo-lin – e acreditem, são vários os momentos de tensão -, sua história é agradável ao leitor do início ao fim, uma virtude encontrada nos melhores do gênero (Rowling, Ende, Riordan). O que fazemos é torcer e vibrar com cada passagem, imaginando o colorido cenário tecido pela autora, e acompanhando a história da garota enquanto ela deixa de ser uma simples vilashi (denominação comum a um grupo de imigrantes e seus descendentes, componentes das camadas mais baixas da sociedade de Almakia) para desenvolver seu poder de manipulação de fogo, sendo inserida aos poucos no mundo daqueles que detém o domínio econômico-social e sobre os elementos, os almakins. Vou me furtar de resumir o restante do enredo, para não estragar a experiência de leitura de ninguém, mas aqueles que não seguirem a minha indicação – saindo correndo para ler o livro agora mesmo – saibam que em breve ouvirão falar muito na série, seja pela desde já muito aguardada continuação, seja pela inevitável repercussão nacional (e internacional!), ou seja pela adaptação cinematográfica tão logo este livro caia nas mãos de um cineasta esperto.

Por Guilherme Teixeira, no Skoob.

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